As meninas do Foz são campeãs: crônicas de (mais que) uma partida de futebol


Após o vice-campeonato em 2010, Foz vence e conquista o título em casa. Foto: Adilson Borges/ H2FOZ

Calor, muita gente e muita festa. Estes foram alguns dos ingredientes da final da Copa do Brasil de Futebol Feminino. No estádio Pedro Basso (o “Flamenguinho”), as meninas do Foz Cataratas derrotaram as pernambucanas do Vitória, de Santo Antão (PE), por 3 a 0. Além do título, o time também garantiu uma vaga na Taça Libertadores da América de 2012 (será que vence antes do Corinthians?)

O estádio ficou pequeno para o público que lotou completamente as arquibancadas, tanto que grande parte do povo teve de ficar atrás dos gols para acompanhar a decisão. O calor, perto dos 40 graus castigou as meninas no campo e os torcedores nas arquibancadas (onde poderiam tranquilamente ser fritar alguns ovos). Nos dois tempos da partida, a árbitra autorizou uma parada técnica para que as atletas pudessem se hidratar.

Mas como eu sempre digo, uma partida de futebol não é apenas uma partida de futebol. O torcedor é um caso a parte. Trajando as camisas de seus clubes de coração (ou de simpatia como a minha do América Mineiro), eles xingavam, gritavam e comemoravam cada lance. Insatisfeitos com a arbitragem, deram à juíza o carinhoso apelido de Lacraia. Enquanto isso, outros discutiam a origem geográfica do time visitante (“é o Bahia!”, “é o Vitória da Bahia!”, “é de Pernambuco”, “é do Ceará”).

Como a circulação de latinhas e garrafas (veja mais em “Queremos tereré”) são proibidas, era um verdadeiro festival de copos de cerveja transbordando, derramando no chão ou nas pessoas próximas. Também tinha gente se virando como garçom e carregando 3,4, 5 copos de uma vez. Tudo para fazer uma camaradagem ao amigo. No intervalo, “foguetes” de camisetas da Coca Cola fizeram a alegria do povo. Na verdade, apenas de alguns. Os que não tinham a sorte de ganhar o material, eram só vaias para o afeminado “Coca Cola Boy”.

Perto do fim da partida quase uma tragédia. Na tentativa de tirar a bola para a lateral, o chute de uma pernambucana quase pegou na taça, que acabara de chegar ao gramado, numa mesa próxima. Ao apito final, muita festa no estádio e uma montagem de pódio em tempo recorde. Este foi um sábado para o torcedor iguaçuense recordar, estufar o peito e gritar: “Hoje eu fui campeão brasileiro!”.

Queremos tereré!

Libera, CBF!

Como todo bom iguaçuense, antes da partida, eu e meu camarada Felipe Borges preparamos um geladíssimo (tá, não estava tãão gelado assim) tereré para nos refrescarmos durante o jogo. Dura ilusão! Após algum tempo na fila para entrar no estádio, veio a proibição: “Nada de garrafa lá dentro”.

Tristeza geral na mente e no bolso, já que uma simples garrafinha de água mineral estava custando absurdos R$3,50. Não sei se essa determinação é da CBF (organizadora do torneio), mas duas coisas: a garrafa térmica era de um inofensivo plástico e outra, se eu não me engano, essa mesma CBF proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas partidas de futebol (pelo menos lá no Couto Pereira até pouco tempo era assim) – Ao contrário da partida de ontem.

Além do mais, estamos falando de uma tradição, um hábito tão comum quanto comer ou dormir para o povo da cidade. Por isso, libera nosso `téra`, CBF!

Falando nisso…

Descobri uma loja virtual – na verdade o maior shopping de tereré online. O engraçado é que a sede física da loja é no ACRE! Isso mesmo. Confira mais em http://www.terereshop.com. Por hoje é só.

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