#PRASEMPREFENÔMENO


Ronaldo versão 2002: É desse o Ronaldo que sempre iremos nos lembrar, né!?

A noite fria de quarta-feira (07 de junho) tinha tudo para ser normal, se não fosse o a despedida oficial dos gramados de um dos maiores ídolos de nosso futebol. Ronaldo Nazário de Lima, ou “Ronaldo Fenômeno” pela última vez deu os seus piques defendendo a seleção brasileira, onde conquistou tantos títulos e rasgados elogios de Galvão Bueno.

O palco escolhido para a festa foi o Estádio do Pacaembú, casa alugada do Corinthians, último clube que atuou. Como meros coadjuvantes estavam os jogadores da fraca e desconhecida seleção da Romênia.

Os primeiros 30 minutos foram entediantes. “Ronaldo! Ronaldo!” O amistoso pouco importava, o povo queria mesmo era ver o “gorducho” em campo.

O privilegiado foi Fred. Assim como qualquer brasileiro faria, ele deixou o campo para a entrada do dono da festa.

E entrou Ronaldo. Em 15 minutos uma torcida enorme para a bola chegar ao ídolo. Todos querem ver o seu gol e ser testemunha desse fato inesquecível. Todos, menos o goleiro romeno que afastava de qualquer maneira a bola de sua meta.

Ronaldo "Gorducho" segurando uma bola e outra na barriga... tá explicada a primeira foto da matéria? Valeu fenômeno!

15 minutos não foram o suficiente para Ronaldo marcar mais um de seus belos gols, mas de qualquer forma também não seria o suficiente para descrever a carreira vitoriosa que teve. Mais do que apenas no futebol, Ronaldo é um exemplo de determinação que transcende as barreiras esportivas.

A carreira vitoriosa

Com apenas 17 anos (quando muitos não sabem o que é trabalhar e as responsabilidades se resumem a arrumar uma cama e lavar uma louça), ele já estava disputando uma Copa do Mundo, o esportivo evento mais importante do mundo. Ainda menino trocou o Brasil pelas cifras europeias de Holanda, Espanha e Itália. Lá foi várias vezes considerado o melhor jogador do mundo, acompanhado pela fama e o bullying (foto) constante por seus dentes separados. Mesmo com tudo isso, ao contrário de Neymares da vida, o garoto se comportava como garoto e não se deixava levar pelo ego. Em 1998, no auge de sua carreira, um país inteiro parou para acompanhar o “título certo” de mais uma Copa do Mundo, mas a taça não veio. Mesmo após uma convulsão, ele foi a campo naquela fatídica derrota para a França.

A decepção de 180 milhões de brasileiros apaixonados por futebol foi deposita nele, um peso nas costas suficiente para traumatizar qualquer um. Mas Ronaldo não era qualquer um. As lesões (algumas delas gravíssimas e registradas em vídeo) constantemente faziam de Ronaldo motivo de piadas e razão para que vários olhos gordos desejassem o fim de sua carreira. A história do maior goleador da história da seleção não poderia acabar assim.

E veio a Copa do Mundo de 2002, o recomeço em solos japoneses e coreanos. Ronaldo desequilibrou: artilheiro e campeão, antídotos perfeitos para curar as feridas dos quatro anos anteriores, os mais tristes de sua vida. Depois disso tudo ainda veio passagens por outros clubes e o retorno ao Brasil, jogando pelo Corinthians, onde mesmo gordinho marcou gols importantes e foi ovacionado por corintianos e rivais. Antes de um simples jogador, um exemplo de carisma e motivação para todo tipo de gente.

O duro agora é ver gente como Neymar cheio de máscaras talvez justificáveis apenas quando jogar uma Copa, ser o melhor do mundo, campeão do mundo, artilheiro da Copa do Mundo e uma baita história de vida. Menos, Neymar!

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