Meus 20 e poucos anos…


Pura nostalgia de uma quinta-feira a noite...

Ao fim de mais um dia conturbado de trabalho,
o sentimento de nostagia toma conta do meu ser,
da minha mente, alma e coração…
Ao fundo toca Jorge Vercílio nas caixinhas de som,
uma dessas versões de Djavan dos anos 2000.
Ao refletir percebo que a faculdade de Jornalismo já ficou para trás,
junto com ela um diploma sofrido, que infelizmente não tem o seu devido valor.
Caminho ao lado de uma sensação de maturidade,
que vai chegando aos poucos, devagarinho, a cada pauta feita, a cada primeiro contato,
a cada momento que o assunto “impossível” se torna possível.
A pouca responsabilidade de estagiário já não existe mais,
agora somos “gente grande” e os erros passam a ser imperdoáveis, injustivicáveis,
e isso vale tanto para o trabalho quanto para a vida.
E poucos têm a oportunidade de ter alguém para lhe passar a mão na cabeça

Porém, como quase que uma tendência natural,
as coisas boas frequentemente vêm acompanhadas de outras ruins,
Ficaram para trás a ingenuidade da adolescência, a felicidade instantânea,
os risos e brincadeiras quase infantis,
Como sempre me disseram e nunca tive a audácia de duvidar,
a felicidade se encontra mesmo nas coisas mais simples da vida,
em uma roda de tereré com os amigos,
numa partidinha de algum jogo de tabuleiro em um dia chuvoso
ou numa simples conversa sobre assuntos nem um pouco intelectuais.
Um tempo em que os compromissos eram poucos,
com a namoradinha ou com os pais que o aguardavam “sem dormir dormindo” na sala…
Um tempo em que profissão era algo a se pensar em um futuro bem distante…
Dinheiro? Apenas o suficiente para tomar alguma coisa com os amigos no fim de semana,
aquele “vintão” para ir em um bom show. Remédio e outras coisas eram os pais que deviam pagar,
E por falar neles, os pais ranzinzas agora são exemplos,
Uma dívida eterna por toda a educação provida.
Já os velhinhos nos despertam admiração,

Os tempos são outros…
Como já dizia um velho conselho,
muitas vezes fazemos não apenas o que gostamos,
mas também o que precisamos.
Quem diria… o preconceito sobre o chato papo de elevador sobre o tempo
agora é útil para quebrar a timidez nos primeiros contatos
Nostalgia… esse sentimento me encanta,
mas lhe peço gentilmente que volte apenas daqui há umas duas décadas,
para eu reflitir sobre os meus 40 e poucos anos e dizer:
“Ah…como eu era feliz aos 20”.

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