A burocracia do “politiquês” na Casa do Povo


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Comunicar é preciso. É essencial. Aprendemos isso antes mesmo de falar. A criança faminta, chora; o aceno horizontal, nega, e, o vertical, concorda. Depois disso, com as palavras, deveria ser apenas uma continuidade disso tudo. Certo? Mensagens sendo transmitidas entre emissor e receptor sem grandes barreiras. Emissor? Receptor? Ok. Já estou complicando um pouco, mas explico.

A conturbada sessão da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu da última terça-feira (2) – em que NÃO foi votado o projeto que aumentaria o número de parlamentares na cidade, de 15 para 19, – me fez refletir. Nos textos de requerimentos, termos complicados num “politiquês” burocrático, eram lidos pelos vereadores da casa.

Algumas palavras eram pronunciadas com dificuldade, numa clara demonstração da distância daquele vocabulário com a realidade de nosso dia-a-dia. Dava pena de ver aquelas palavras sendo jogadas ao vento, num ritual cansativo e sem vida. Malditos protocolos. Quem lia, até parecia que estava entendendo o que dizia. Quem ouvia, idem. Ou fingia.

Nesse jogo de aparências, o consenso dos engravatados e dos menos afortunados era o de não ver a hora daquela tortura terminar. Na Casa do Povo, o povo está mais para visita. Daquelas que causam desconforto e devem se adequar ao ambiente, sem privilégios, TV no quarto ou café da manhã.

A sessão serve apenas para ilustrar um desses casos em que não há muito o que se fazer. Ali, como em outros cenários, o burocrático é necessário e até lei. O problema é quando isso se transporta para o nosso cotidiano, onde menos é mais. Já foi o tempo em que falar bonito te tornava uma pessoa melhor e mais respeitada. Ter um bom vocabulário é ótimo. Se aprofundar na língua portuguesa é apaixonante. Mas saber se comunicar é fundamental.

Termos complicados são como passes bonitos, daqueles que deixam o atacante sozinho na cara do gol. Mas gol de canela também vale. Como dizia o artilheiro Dadá Maravilha, “não existe gol feio. Feio é não fazer gol”. Comunicar é preciso.

Vai começar a festa do futebol paranaense


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Começando no litoral, em Paranaguá, passando pela capital Curitiba e São José dos Pinhais em sua região metropolitana, prosseguindo por Ponta Grossa rumo ao Norte do Estado, onde estão as importantes Londrina e Maringá, antes de encerrar esta viagem no Oeste, onde Toledo e Cascavel ficam para trás antes de Foz do Iguaçu, já na fronteira com Paraguai e Argentina.

Esta será a trajetória do Campeonato Paranaense de 2016, que começa neste sábado (30) e promete uma boa disputa entre os times da Capital e do Interior. Quebrando a hegemonia da dupla Atletiba, o interior levou as últimas duas taças. Em 2014, na final caipira, o Londrina venceu o Maringá. Em 2015 deu Operário, frente ao Coritiba, maior vencedor da história do torneio (são 37 títulos).

Representantes do Estado na elite do futebol nacional, a dupla Atletiba deve começar devagar no Paranaense, já que deve conciliá-lo com a recém-criada (e polêmica) Primeira Liga, além da Copa do Brasil, que Paraná Clube, Operário e Londrina também entram em campo.

A principal diferença do regulamento desta edição está na ausência do pouco (ou nada) lucrativo “Torneio da Morte”. Doze equipes, que se enfrentam num único turno e os oito melhores prosseguem para as quartas-de-finais. Os dois últimos estarão automaticamente rebaixados após as 11 rodadas. O nono e o décimo encerram sua participação por aí.

Assim como em 2015, dois canais de TV aberta fazem a cobertura do Paranaense deste ano (Globo e Band), para tristeza dos torcedores dos clubes paulistas no Estado. As transmissões serão sempre nas quartas (22h) e domingos (17h/16h). O Premiere Esportes continua sendo a opção pay-per-view. Na internet, a fan page do Paranaense está renovada, mais moderna e bonita com materiais interessantes e espaço ao torcedor.

pr2.pngFan page do Paranaense no Facebook promete cobertura diferenciada.

Que o Estadual empolgue e confirme o bom momento do futebol paranaense, que neste ano terá dois clubes na Série A (Coritiba e Atlético), e Londrina e Paraná Clube na série B. Estão abertas as apostas e que o melhor vença! Confira os jogos da primeira rodada:

SAB 30/01/2016 COUTO PEREIRA 19:30

CFCFCC

DOM 31/01/2016 14 DE DEZEMBRO 17:00

TOLFOZ

DOM 31/01/2016 GERMANO KRÜGER 17:00

OPECAP

DOM 31/01/2016 DOS PÁSSAROS 17:00

LONPST

DOM 31/01/2016 WILLIE DAVIDS 17:00

MARRPR

DOM 31/01/2016 DURIVAL BRITTO 19:30

PARJMA

O dia que Foz do Iguaçu teve medo


Três dias após o temporal – que atingiu diretamente quase 60 mil moradores – o medo de uma nova tragédia tomou conta da população de Foz do Iguaçu. As preces na quinta-feira não eram apenas daqueles que sofreram na pele ou no bolso com os prejuízos da chuva de granizo da noite do feriado de 7 de setembro. A cidade inteira se envolveu e “comprou” a causa para si com o coração e muitas doações.

Pelas redes sociais, o alerta do Simepar sobre a possibilidade de novos temporais (inclusive com granizo) se espalhou rapidamente. Ninguém queria acreditar que aquelas trites cenas poderiam se repetir, e tão rapidamente. No começo da tarde, o céu começava a escurecer. Algumas gotas Continuar a ler

Esporte, natureza, ciência e cultura: Um pequeno tour por Porto Alegre


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Na busca por um destino sem grandes custos e roteiros urbanos, conheci a bela Porto Alegre (RS) em dezembro. Foram apenas quatro dias, mas o suficiente para fazer longas caminhadas (com a ajuda essencial do GPS no celular!) e ouvir centenas de “báááááh!”, a expressão mais falada por lá e que conta com vários significados (ou não). Também aprendi que as lanchonetes são lancherias; os estacionamentos são garagens; e que no campo de futebol as traves são as “goleiras“.

Falando nisso, o povo gaúcho respira futebol. O esporte é uma grande paixão e divide o estado entre o azul do Grêmio e o vermelho do Internacional. Pude comprovar isso nas ruas ao ver uma grande quantidade de gente vestindo as camisas dos dois clubes. Para potencializar ainda mais isso, entre os pontos turísticos mais recentes por lá estão dois estádios: a Arena do Grêmio (inaugurada no final de 2012) e o novo Beira-Rio (inaugurado para a Copa do Mundo de 2014).

A Arena do Grêmio é bonita, moderna e aconchegante, uma boa relação custo-benefício levando em consideração que custou cerca de R$600 milhões para ser construída do zero (somente as reformas do Beira-Rio ficaram na casa dos R$330 milhões).  Na nova “casa gremista”, chama a atenção a inclinação dos assentos, padrão semelhante ao Estádio La Bombonera, do Boca Junior – Argentina. Dá para imaginar a pressão da torcida no time adversário!

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Para conhecer melhor o estádio fiz o Arena Tour, que em aproximadamente uma hora de duração leva os visitantes a diversos setores do estádio – como o espaço de eventos, camarotes, sala de imprensa e gramado. O passeio é acompanhado por um monitor (muito bem informado e humorado por sinal), que conta curiosidades da obra e da história centenária do clube.

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O espaço destinado à coletivas de imprensa é outra atração à parte, que impressiona pelo tamanho. A Arena do Grêmio é um espaço multiuso e sua estrutura também é utilizada para shows, desfiles e até festas de formatura (!).

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Sala de Entrevistas Coletivas em formato auditório.

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Oportunidade para conhecer os vestiários: escassez de grandes ídolos no Grêmio fez com que Felipão “ganhasse” a camisa 1.

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Gramado estava sendo trocado: pensamento é na temporada 2015.

O ingresso para o Arena Tour custa R$30 e é realizado de quarta a domingo de hora em hora (10h, 11h, 12h, 13h, 14h, 15h, 16h e 17h). Mais informações pelo site http://www.arenadogremiotour.com.br.

Como chegar: Ônibus na Avenida dos Farrapos (peguei algo com Humaitá, indicação de um taxista) e percorri um pedaço a pé. Depois descobri que outra linha desembarcaria mais próximo à Arena. Na volta, próximo ao viaduto há um ponto de ônibus. A passagem custa R$2,90.

Passeio de Cisne Branco pelo Guaíba

Dizem que uma das visões mais bonitas de Porto Alegre é o pôr-do-sol no Rio Guaíba (que na verdade é um lago). Para presenciar essa maravilha uma opção é o passeio a bordo do Cisne Branco, uma embarcação com a capacidade de transportar 200 passageiros. O ponto de embarque (e chegada) é o portão central do Cais do Porto de Porto Alegre, que tem um significado especial na história da cidade e está localizado no Centro Histórico.

O passeio oferece a opção happy hour (às 18h), porém só é realizado com um número mínimo de passageiros. Como a previsão para o dia era de chuva no final da tarde, preferi não arriscar e fiz o passeio das 15h, com sol escaldante “a lá Foz do Iguaçu”. Durante o percurso, um pouco da história de Porto Alegre é narrada no sistema de som da embarcação. Nos intervalos, música regional (como os clássicos “Sou do sul” e “Castelhana”) e de artistas locais de renome nacional, como Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós. Uma boa pedida para relaxar e curtir a paisagem.

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Com duração de aproximadamente 1h30, o passeio custa R$28 + consumação (bebidas e porções servidas na lanchonete da embarcação) e percorre as principais ilhas localizadas ao longo do Guaíba. Mais informações no site http://www.barcocisnebranco.com.br.

Como chegar:  O Cais fica na Avenida Mauá, no Centro Histórico. Um táxi do Shopping Total custou R$15.

Theatro São Pedro

Durante a viagem conheci o Theatro São Pedro, o mais antigo de Porto Alegre. Toda esta história está muito preservada no local, muito bonito e charmoso. No dia estava em cartaz a peça “Adolescer”, um dos projetos de maior sucesso do estado que faz uma homenagem aos adolescentes e um alerta aos adultos sobre a prevenção contra o abandono dos jovens. Valeu o ingresso!

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O custo da entrada para o espetáculo estava entre R$20 e R$60. Durante o ano vários tipos de manifestações artísticas são realizadas no local. Pensei em ir a pé, mas choveu bastante no dia (inclusive o temporal causou vários estragos na cidade e no interior do RS). A corrida de táxi do Shopping Total ao teatro saiu por R$ 13.

Museu de Ciências e Tecnologia da PUC/RS

Numa tarde chuvosa de domingo conheci o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC/RS. O local tem por missão gerar, preservar e difundir o conhecimento por meio de seus acervos e exposições, contribuindo para o desenvolvimento da ciência, da educação e da cultura. Resumindo: o museu tem vááááários experimentos, todos muito lúdicos e interativos. É um lugar para passar horas fuçando tudo. Além disso, o público – principalmente formado por crianças e adolescentes – pode participar de apresentações que ocorrem a todo momento (neste dia um Show de Eletrostática “estava em cartaz” e fez o pessoal arrepiar – literalmente – os cabelos!).

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Visão geral do primeiro piso do Museu.

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Show de Eletrostática ao público.

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Quer ver esta criatura mais de perto? Seja o próprio “editor” e controle o zoom e o foco!

A entrada inteira custa R$17 e permite você ver muita coisa. Para alguns shows e apresentações, os ingressos são cobrados a parte e informados por meio do sistema de som do museu. O local fica um pouco afastado e uma corrida de táxi do Centro até lá custa por volta de R$25.

Verde!

Se tem uma coisa que o porto-alegrense não pode reclamar é a natureza. A cidade é muito arborizada e tem vários espaços verdes – como o Parque dos Moinhos, também conhecido como ‘Parcão’. O local é perfeito para uma caminhada ou para um descanso no meio do expediente.

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Caminhando por Porto Alegre me deparei com uma rua que me encantou… Pesquisando depois descobri que era a Gonçalo de Carvalho, considerada uma das ruas mais bonitas do MUNDO!   (http://goo.gl/cx1tSI)  Calma e arborizada, a rua foi decretada Patrimônio Histórico, Cultural, Ecológico e Ambiental da cidade em junho de 2006! É muito boa a sensação de andar por este túnel verde!

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Outros passeios

Uma boa opção para conhecer vários pontos turísticos de uma só vez em Porto Alegre á a Linha Turismo. São três opções de passeio: Noturno, Roteiro Zona Sul e Roteiro Centro Histórico (o que fiz). O ingresso para o Roteiro Centro Histórico custa R$30 e percorre vários locais – quatro deles que permitem o desembarque, com embarcar novamente dentro de uma hora. Pretendia desembarcar na Fundação Iberê Camargo  – localizado às margens do Guaíba – mas estava chovendo bastante (=/), O Estádio Beira-Rio fica próximo e tem uma bela faixada, porém não encontrei informações sobre tour, como no caso da Arena do Grêmio.

Copa do Mundo, Nigéria e Irã


Irã x Nigéria fizeram o primeiro jogo da Copa do Mundo em Curitiba.

Irã x Nigéria fizeram o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014 em Curitiba.

Ontem acompanhei a primeira partida da Copa do Mundo de 2014 em Curitiba. Em campo, Nigéria e Irã fizeram um jogo fraco tecnicamente, mas valeu a experiência de ver de perto toda essa festa. Ao chegar próximo da Arena da Baixada, tudo muito bem organizado por voluntários e policiais militares. Várias quadras com trânsito interditado e entrada autorizada apenas para torcedores com ingresso ou credencial.

O jogo era às 16h, cheguei por volta das 14h15 e praticamente não enfrentei fila. Ao entrar, o que logo me chamou a atenção foi o tal “Padrão FIFA” que, polêmicas a parte, é algo sensacional. Tudo muito bem sinalizado, muita gente para dar informações e pouco tumulto.

Chegada do público ao estádio foi tranquila.

Chegada do público ao estádio foi tranquila.

A Arena da Baixada também ficou legal, apesar do pó e da sujeira nas cadeiras e escadas que denunciavam que a obra havia terminado recentemente, nada que trouxesse grandes problemas. Os banheiros são amplos e os corredores largos facilitam o fluxo dos torcedores. Os assentos eram religiosamente respeitados (o meu era no anel superior de uma das curvas com a visibilidade do jogo sensacional!)

Em campo, jogo de nível fraco.

Em campo, as duas seleções fizeram um jogo fraco, o pior até agora na Copa.

Os preços das lanchonetes estavam salgados para a nossa realidade, mas isso já é responsabilidade da FIFA. Para se ter uma ideia, uma Coca-Cola de 600 mls custava R$8. Como consolação, um copo bonito (de material mais resistente) personalizado com a inscrição do jogo para guardar de recordação.

Lojas da FIFA: oportunidade de levar uma lembrança da Copa para casa.

Lojas da FIFA: oportunidade de levar uma lembrança da Copa para casa.

Lanchonetes da FIFA: R$ 8 por uma Coca-Cola 600mls

Lanchonetes da FIFA: R$ 8 por uma Coca-Cola 600mls

O jogo era de Copa do Mundo, mas o clima no estádio era amistoso, com gente de várias partes do mundo com caras pintadas, camisas e bandeiras de Nigéria, Irã e outra dezena de países. Coxas-brancas, atleticanos e paranistas dividiam o mesmo espaço sem qualquer tipo de rivalidade, quase que uma utopia no futebol moderno.

Defesa do goleiro iraniano num dos poucos lances de perigo da partida.

Defesa do goleiro iraniano num dos poucos lances de perigo da partida.

Mais um lance do 0 a 0 entre Nigéria e Irã.

Mais um lance do 0 a 0 entre Nigéria e Irã.

Clima festivo na Copa do Mundo.

Clima festivo na Copa do Mundo.

Dez pilas é o preço da pipoca.

Dez pilas é o preço da pipoca.

Eu!

Eu!

Um dos pontos positivos da nova Arena da Baixada é a proximidade do público com os jogadores.

Um dos pontos positivos da nova Arena da Baixada é a proximidade do público com os jogadores.

Entendo perfeitamente a bronca do pessoal em relação a Copa do Mundo (concordo que muito dinheiro público esteve envolvido nas obras, houve superfaturamento e a construção de “elefantes brancos” em Manaus, Cuiabá e Brasília). Entretanto, penso que agora que tudo já está feito temos mais é que aproveitar esse evento (que é o máximo para quem gosta de futebol) e vendermos uma imagem positiva de nosso País aos turistas.

Ah, sobre o jogo? Fraco. O pior da Copa até agora. Um 0 a 0 sofrido com poucas chances de gol e muitos lances bizarros. Mais do que nunca o importante foi participar!

*Ps: Nigéria e Irã ainda terão pela frente a seleção argentina na primeira fase da Copa do Mundo.

Precisamos de uma FIFA no Brasil


Antes que leia apenas o título e tire suas próprias conclusões, lhe convido para conferir o texto na íntegra. Deixo claro que não estou entrando na questão de transparência da associação internacional de futebol, a FIFA, que já foi palco de episódios tão sujos quando os de nossos governantes.

O Brasil deveria ou não sediar a Copa do Mundo? Esta questão é muito particular, afinal na lista de prioridades, sem dúvidas que saúde, educação, segurança pública (e por aí vai) estão na frente da construção de estádios bilionários.

Mas além da exorbitante quantia investida no evento esportivo, para mim uma reflexão que fica é sobre a necessidade de termos um órgão mais firme, que acompanhe de perto as nossas necessidades e o andamento das obras. Fico imaginando se tivéssemos a Copa da Saúde – que tal a construção de um hospital bilionário? – ou de uma Copa da Educação, com investimentos pesados em escolas e universidades de primeiro mundo, como é o caso dos nossos novos estádios.

Pois é. As nossas “arenas da Copa” estão sendo consideradas como de primeiro mundo, e, muito disso se deve ao acompanhamento firme (e até chato) de uma entidade, a FIFA, que tem exigido tudo nos mínimos detalhes. Se por aqui, pecamos na transparência, poderíamos compensar em cronogramas e prazos, como a associação internacional tanto cobra.

Virou clichê falar que o Brasil não deveria sediar a Copa, mas vale lembrar que, infelizmente, os problemas sociais brasileiros são os mesmos de antes, durante e depois do evento. Acreditar que R$1 bilhão investido num estádio seria investido na solução de alguma de nossas necessidades me parece improvável.

A Fartal e os pseudointelectuais


Os Lek Lek’s, Naldo… Confesso que nenhuma das atrações da Fartal 2013 fazem o meu estilo ou transmitam poesias em suas canções, porém as críticas dos “pseudointelectuais de Foz do Iguaçu” sobre a festa – assim como em todos os anos – me irritam um pouco.

O objetivo da Fartal – que marca as comemorações do aniversário do município – é ser popular e, para isso, por que não trazer atrações populares? É crítica de gente egoísta e que nunca está satisfeita com nada. O que vocês querem? Atrações que agradam a minoria? Elitizar uma festa popular? E o pior de tudo: tenho lá minhas dúvidas se no dia que alguma destes “sonhados” artistas subirem ao palco da Fartal, esta gentinha irá mesmo prestigiá-la, afinal se trata de uma “festa do povão”, não é mesmo?

Passou da hora de ficar pensando apenas no umbigo. Se você quer assistir um show “mais requintado”, não procure isto numa festa popular, ou melhor, apenas não fique reclamando pelos cantos com seus amiguinhos intelectuais. Abra a mente!