Que isto fique claro!
O primeiro carro: você e teu bolso jamais esquecerão!
Em junho do ano passado, depois de muito suar dentro dos coletivos e várias vezes perder o horário dos compromissos, decidi comprar o meu primeiro automóvel. Quando você precisa do seu próprio dinheiro para realizar esta façanha, a tarefa é complicada. Eu mesmo só decidi isso após o meu irmão se casar e perder a possibilidade de emprestar o possante nos fins de semana. Como meus pais não dirigem, coube a mim a missão de assumir o papel de “chaffeur” da casa.
Nunca tive uma grande estabilidade financeira (para se ter uma ideia até ali o meu contrato mais longo tivera a duração de 10 meses como estagiário), por isso sempre busquei guardar o máximo possível de dinheiro para comprar as coisas à vista e no cash. Porém, desta vez o investimento era bem maior que um notebook ou uma câmera fotográfica e exigiria um plano econômico bem mais longo.
Leigo no campo automotivo, a única coisa que eu sabia que queria era a tal da direção hidráulica, afinal de contas só havia dirigido carros desse tipo. Ah, ele também tinha que ser bonito, não muito grande, verde, vidros elétricos, ar condicionado e alarme. Foi aí que descobri que as coisas não são tão simples assim. Optei por um Corsa branco (!) em promoção. Nada de vidros elétricos, alarme ou outras firulas. Como o ar condicionado demorava a gelar, se tornou acessório inutilizável.
A cotação de seguro foi um grande susto. Atenção! Solteiros com menos de 25 anos são os “barbeiros forever” para as seguradoras. Por isso um preço tão alto que me desanimou na hora. Por isso, lá vai uma boa grana para colocar travas elétricas, alarme e um sistema anti-furto. Após a dor no bolso, ainda veio a pior constatação: o medo de perder o primeiro grande investimento fez com que eu ainda contratasse o tão caro seguro.
Sempre me disseram que carro é como uma família. Eu diria mais: o carro é uma família mimada e com gastos imprevisíveis. Um barulho aqui, uma esquentadinha ali e um outro problema acolá. Embreagem, barra da direção, escapamento, terminal, óleo de motor, filtro do óleo de não sei o que, alinhamento, balanceamento, bateria, alternadores, motor de arranque, suspensão, amortecedor, injeção eletrônica… cada uma dessas palavras representam duas coisas para mim: R$ e dor-de-cabeça… e um pouco mais de dinheiro.
Apesar de tudo não me arrependo do investimento, compensado pelo conforto de poder acordar mais tarde e de não depender dos horários malucos do transporte coletivo da cidade. O que mais me deixa tranquilo é saber que com certeza aquele dinheiro teria sido gasto com coisas supérfluas e comida! O meu único conselho que dou é que o valor do carro é apenas uma entrada. Depois disso várias despesas irão aparecer, junto com momentos de tristeza e alegria. A decisão é tua!
Lá vem o Chaves!
Uma série exibida há mais de 30 anos num mesmo canal de TV, com episódios repetidos e horários nem sempre agradáveis… pode mesmo assim fazer sucesso? Claro, se este programa for Chaves. A turma da vila mexicana faz sucesso entre todas as idades.
Após lançar a simples pergunta: “Quem aqui gosta de Chaves?” nas redes sociais, já podemos perceber quase que imediatamente o quanto a turma – com a maioria deles mais novos que as próprias exibições do seriado – é fanática pela série. “Para alguns, Chaves já perdeu a graça, mas eu continuo rindo sempre que assisto”, afirmou o estudante Gustavo Alan,17.
O segredo deste sucesso todo pode estar no jeito simples dos personagens do programa, que contrasta com o panorama atual do humor: ácido e cheio de sarcasmo. “Eles não precisam mostrar a bunda ou dizer palavrões para que você dê risada”, lembrou o estudante de Direito, Jean Reis, 18. O discurso é reforçado pelo auxiliar contábil Miguel Freitas, 22. “O programa tem algumas sacadas inteligentes, mesmo sendo um programa infantil”.
Marcando a infância e unindo a família
Mais que um simples programa, nestes 30 anos, Chaves marcou a infância de muita gente, como a da jovem estudante Thais Souza, 17. “Eles sempre foram bem infantis e eu sempre gostei disso. Alguns desenhos enjoaram, mas eles não”, lembrou.No caso da estudante de Medicina Veterinária, Mariana Zanette, 17, mais que isso, Chaves serviu para unir a família em frente à televisão. “Eu assisto desde criança e é uma coisa que faço com meu pai. E isso sempre aproximou nós dois”, revelou.
Homenagem

Chiquinhas, Chaves e Quicos unidos em São Paulo (SP).
Recentemente, em homenagem ao aniversário de 83 anos do ator mexicano Roberto Bolaños, intérprete do personagem Chaves, o “SBT” reuniu 500 fãs do seriado para dançarem o hit “Que Bonita a Sua Roupa”, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Divididos em 100 Chiquinhas, 100 Quicos e 300 Chaves os fãs coreografaram a famosa canção da série. Confira a reportagem completa:
Viaduto, trincheira… CQC, dá uma ajuda?

Proteste já!
A população de Foz do Iguaçu já não aguenta mais! Todos clamam urgentemente pela construção de um viaduto ou de trincheiras que aliviem o trânsito no cruzamento da BR-277 com a Avenida Paraná, trecho que dá acesso à Ponte da Amizade, principal ligação entre Brasil e Paraguai. Em horários de pico, o trevo leva cerca de meia hora para ser cruzado (isso de carro, imagine para os ‘pobres’ pedestres?)

O projeto bonito que ainda não vingou.
Além da demora de quase dois anos desde o início das reivindicações e inúmeros protestos, recentemente a concessionária EcoCataratas – que administra a rodovia – brincando com a nossa cara simplesmente colocou um totem gigante da empresa, como se fosse uma cereja na comemoração da causa. O problema é de quem? Ninguém sabe! É um jogo de empurra-empurra entre prefeitura, concessionária, estado, DNIT, DER… e por aí vai.
Pedido
Se as manifestações não serviram de nada, que tal apelarmos para outros meios? Aí que surgiu da mente de nosso camarada Felipe Cachopa – em um grupo do Facebook – a ideia de levarmos o caso para o quadro “Proteste Já”, do programa CQC. Para ajudar, é simples, basta enviar a queixa para a produção do programa da TV Bandeirantes, através deste link aqui! Com a mobilização da cidade, poderemos ter mais êxito nesta “batalha”! Vamos tentar?
Alô turma do Marcelo Tas e Cia., está aí o nosso convite! Comprinhas no Paraguai, belezas das Cataratas do Iguaçu… ah… e dá essa ajuda para nós!?
Ayrton Senna do Brasil
Ontem assisti o documentário Senna. O brasileiro. O herói. O Campeão (que inclusive esteve na pré-lista de documentários do Oscar 2012). Na verdade há algum tempo já tinha o vídeo em casa, mas a longa duração (2h42min) sempre me desanimava de ver, afinal de contas sou bem sonolento e costumo tirar cochilos durante os filmes.
Não sabia o que estava perdendo. Um documentário fantástico (principalmente para os fãs daquela verdadeira Fórmula 1 da década de 90) e faz uma viagem no tempo mostrando detalhes da história de um dos maiores heróis nacionais. Para se ter uma ideia do que representou ao País, um depoimento de uma senhora brasileira após a morte de Ayrton (naquele fatídico 1º de maio de 94) traduz bem. Algo do tipo: “O Brasil precisa de saúde, alegria e um pouco de comida. A alegria nós perdemos agora”.
Apesar de ter apenas 6 anos quando Ayrton morreu, lembro bem que acordava cedinho nas manhãs de domingo para acompanhar ao lado de meu pai o Globo Rural e a Fórmula 1. O filme é uma excelente pedida para se impressionar e se motivar. Lá estão os bastidores da vida pessoal do campeão, os momentos no cockpit, as desavenças com Alain Prost e a FIA, os títulos mundiais e os GP’s épicos (como a sua primeira vitória em Interlagos com apenas a 6ª marcha e os mundiais decididos na rivalidade com o seu próprio “companheiro” de equipe).
Vale a pena conferir!
Meu carro novo

Mais ou menos assim?
Antes de tudo, quero avisar que não é isso que vocês estão pensando. Ainda estou longe de abandonar o meu adolescente Corsa Branco. Apensa andei pensando em como seria o automóvel dos meus sonhos. A maioria me diria que queria mesmo era um conversível possante e importado, rodas grandes, motor potente (cheio de números complicados) e que atinjam 100 km/h em poucos segundos. O meu caso é beem diferente.
Para começar, coloque uma cor bem chamativa. Quem sabe um verde com tom amarelado, um “amarelo-limão-caneta-marco-texto”. Ora, a minha memória é um problemão com que costumo viver, e com isso o sofrimento para achar o carro é constante, seja na rua, no estacionamento do shopping ou do mercado. Outra coisa para ia facilitar a minha vida adoidado seria a invenção de um “alarme-toque-de-celular”. Assim, ao invés de bips secos, poderia rolar uma música inteira para eu identificar o coche mais rapidamente.
Como sou um pouco perdido, um GPS não seria mal negócio. Mas por favor, um aparelho simples e sem aquela dezena de botões. Algo um pouco mais complexo pode fazer com que eu me perca dentro do próprio carro, ou na traseira de outro em mais um momento de desatenção. Um bloquinho de anotações próximo do volante também não seria má ideia, afinal não sei se já disse, mas a minha memória não é uma Ferrari.
O maior Atletiba da história

Última rodada do Brasileirão com cara de decisão. Foto: Paraná Online
‘Atle’ de Clube Atlético Paranaense; ‘Tiba’ de Coritiba Foot Ball Club. O Atletiba bem que merecia espaço nos melhores dicionários da língua portuguesa, porém reconheço que seria tarefa difícil para qualquer Michaelis ou Aurélio descrever este clássico – para deixar muito autor no chinelo – em apenas alguns substantivos.
Em dia de Atletiba tudo fica diferente. O maior clássico do futebol paranaense e um dos maiores do País mexe com os nervos e a rivalidade do torcedor. O domingo começa mais cedo e a tarde demora a passar. O sangue corre mais rápido nas veias e manter a autoridade, jamais se intimidar são alguns dos mandamentos a serem seguidos pelo árbitro. Qualquer deslize pode significar confusão. Falta dura é amarelo. Repetição? É mão no bolso de trás, e expulsão. A torcida vai reclamar, os jogadores te rodear, mas o controle da partida é que não se pode perder.
Nas arquibancadas, mais que apenas cores, o verde e o branco do Coxa, e o preto e o vermelho do Furacão, transformam a magia de um espetáculo, longe de ser uma simples partida de futebol (ou para aqueles que não curtem o nosso soccer: ‘Longe de ser um bando de homens correndo atrás de uma bola’). Gente apaixonada que torce, vibra, chora e ri. Em dia de Atletiba, o coração bate mais forte e as unhas vão desaparecendo. Em 90 minutos, o mundo se resume apenas aos jogadores heróis ou vilões, às quatro linhas do estádio lotado e a uma mistura de sentimentos inexplicáveis.
Além disso tudo, o Atletiba #348 será histórico. De um lado, o rubro-negro joga contra o rival todas as suas possibilidades de evitar o rebaixamento e selar um vergonhoso 2011 para ser esquecido. Do outro, o Coxa – desacreditado pela imprensa do eixo RJ-SP – tem a chance de conquistar uma vaga no maior campeonato sul-americano de clubes (a Libertadores da América), após ressurgir das cinzas e emplacar uma boa série de vitórias. Além disso, rebaixar o maior rival em plena Arena enche de motivação o torcedor alviverde.

Nervos à flor da pele. Foto: Paraná Online
Estes são alguns ingredientes do maior Atletiba da história. Daqueles que muitos irão se recordar daqui há 10,20, 30 anos. E que as lembranças sejam apenas do que rolar dentro das quatro linhas e do bonito espetáculo das arquibancadas. Após as 19h de domingo saberemos o resultado disso tudo. Na segunda-feira a vida volta ao normal. A única diferença é que metade do Paraná estará ainda mais feliz, e outra metade decepcionada com a derrota na “batalha” da Arena.
As meninas do Foz são campeãs: crônicas de (mais que) uma partida de futebol

Após o vice-campeonato em 2010, Foz vence e conquista o título em casa. Foto: Adilson Borges/ H2FOZ
Calor, muita gente e muita festa. Estes foram alguns dos ingredientes da final da Copa do Brasil de Futebol Feminino. No estádio Pedro Basso (o “Flamenguinho”), as meninas do Foz Cataratas derrotaram as pernambucanas do Vitória, de Santo Antão (PE), por 3 a 0. Além do título, o time também garantiu uma vaga na Taça Libertadores da América de 2012 (será que vence antes do Corinthians?)
O estádio ficou pequeno para o público que lotou completamente as arquibancadas, tanto que grande parte do povo teve de ficar atrás dos gols para acompanhar a decisão. O calor, perto dos 40 graus castigou as meninas no campo e os torcedores nas arquibancadas (onde poderiam tranquilamente ser fritar alguns ovos). Nos dois tempos da partida, a árbitra autorizou uma parada técnica para que as atletas pudessem se hidratar.
Mas como eu sempre digo, uma partida de futebol não é apenas uma partida de futebol. O torcedor é um caso a parte. Trajando as camisas de seus clubes de coração (ou de simpatia como a minha do América Mineiro), eles xingavam, gritavam e comemoravam cada lance. Insatisfeitos com a arbitragem, deram à juíza o carinhoso apelido de Lacraia. Enquanto isso, outros discutiam a origem geográfica do time visitante (“é o Bahia!”, “é o Vitória da Bahia!”, “é de Pernambuco”, “é do Ceará”).
Como a circulação de latinhas e garrafas (veja mais em “Queremos tereré”) são proibidas, era um verdadeiro festival de copos de cerveja transbordando, derramando no chão ou nas pessoas próximas. Também tinha gente se virando como garçom e carregando 3,4, 5 copos de uma vez. Tudo para fazer uma camaradagem ao amigo. No intervalo, “foguetes” de camisetas da Coca Cola fizeram a alegria do povo. Na verdade, apenas de alguns. Os que não tinham a sorte de ganhar o material, eram só vaias para o afeminado “Coca Cola Boy”.
Perto do fim da partida quase uma tragédia. Na tentativa de tirar a bola para a lateral, o chute de uma pernambucana quase pegou na taça, que acabara de chegar ao gramado, numa mesa próxima. Ao apito final, muita festa no estádio e uma montagem de pódio em tempo recorde. Este foi um sábado para o torcedor iguaçuense recordar, estufar o peito e gritar: “Hoje eu fui campeão brasileiro!”.
Queremos tereré!

Libera, CBF!
Como todo bom iguaçuense, antes da partida, eu e meu camarada Felipe Borges preparamos um geladíssimo (tá, não estava tãão gelado assim) tereré para nos refrescarmos durante o jogo. Dura ilusão! Após algum tempo na fila para entrar no estádio, veio a proibição: “Nada de garrafa lá dentro”.
Tristeza geral na mente e no bolso, já que uma simples garrafinha de água mineral estava custando absurdos R$3,50. Não sei se essa determinação é da CBF (organizadora do torneio), mas duas coisas: a garrafa térmica era de um inofensivo plástico e outra, se eu não me engano, essa mesma CBF proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas partidas de futebol (pelo menos lá no Couto Pereira até pouco tempo era assim) – Ao contrário da partida de ontem.
Além do mais, estamos falando de uma tradição, um hábito tão comum quanto comer ou dormir para o povo da cidade. Por isso, libera nosso `téra`, CBF!
Falando nisso…
Descobri uma loja virtual – na verdade o maior shopping de tereré online. O engraçado é que a sede física da loja é no ACRE! Isso mesmo. Confira mais em http://www.terereshop.com. Por hoje é só.
Ausência justificável?
Olá caros leitores (mãe, pai)… vocês devem ter percebido a ausência de posts deste singelo blog nos últimos tempos. Bom, a grande verdade é que ultimamente a a vida está um tanto quanto corrida para este jornalista que cá escreve. Há exatamente um mês comecei a prestar serviços para a Prognus Soluções Livres, uma das empresas incubadas no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que atua principalmente no desenvolvimento do Expresso, uma ferramenta de gerenciamento de e-mails (entre os clientes, PTI e em breve Caixa Econômica Federal).

Lá a minha principal missão é atualizar o blog Café Expresso (vale a visita!). Um pouco diferente das pautas vistas por aqui, lá os assuntos estão quase sempre relacionados à área de informática, mas toda a sexta-feira a coisa é um pouco mais light. Experiências novas sempre são boas, principalmente para um jornalista recém-formado.
Latinoware

Quem diria. A VIII Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware 2011 está logo ali! A partir de quarta-feira (19), mais de 3 mil pessoas (nerds e não-nerds) estarão circulando pelos corredores de um dos maiores eventos da área da América Latina. O lendário barbudo “Jon Maddog”, presidente da Linux International, mais uma vez estará em Foz do Iguaçu. Dessa vez a ocasião é mais que especial: os 20 anos do Linux.
E para quem pensa que a Latinoware é um evento para nerds, muito se engana. Várias áreas estarão representadas, com destaque para o IWEEE, um seminário internacional voltado para pessoas da área da saúde, com a discussão de ferramentas que possam ser compartilhadas para melhorar a saúde das pessoas de vários lugares do mundo. Algo que merece uma atenção especial é a palestra de Juan Gónzalez-Gómez sobre nada menos que robôs produzidos em impressora 3D!
Bom, por hoje é só. Em breve volto com algo mais cotidiano e menos particular!













